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Cão Selvagem Africano em
Moçambique.
- Eng. Jean-Marc André.
O Cão selvagem africano (Lycaon pictus) é um dos
carnívoros mais ameaçados de extinção no mundo, sendo o segundo em
África. Somente com cerca de 5000 animais vivendo no habitat
selvagem em África, 3000 habitam dentro de áreas protegidas com
esperança razoável de sobreviver.
Esta espécie é vítima de perseguições directas e
indirectas (armadilhas, venenos atropelamento, tiros...), doenças
infecciosas transmitidas por cães domésticos, fragmentação do seu
habitat e diminuição das suas presas devido à contínua expansão
demográfica e exploração dos recursos naturais.
Com vista a se aprofundarem conhecimentos acerca
desta espécie no país, foi iniciado em 2004 um projecto de pesquisa
cientifica no Norte da Província de Sofala, dedicado ao estudo do
Cão selvagem africano em estreita colaboração com o FNP, DNAC &
DNFFB. O tal estudo contou com a supervisão da IUCN/SSC e Canid
Specialist Group, tendo culminado com a descoberta duma nova
população, no norte da província de Sofala. |
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Foto: FNP, 2004
(Jean-Marc André) |
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No presente ano, o mesmo processo será conduzido
no norte do país (províncias de Niassa e cabo Delgado) como forma de
descrever definitivamente e oficialmente o potencial desta zona para
a conservação da espécie que já se sabe existir naquela região.
Assim, prevê-se que a médio prazo a elaboração e implementação duma
Estratégia Nacional para a Conservação do Cão selvagem africano em
Moçambique, contribuindo para a preservacao da biodiversidade no
país e na perpetuacao desta especie emblemática.
Prevê-se ainda:
- Aquisição de um barco de patrulha para os Agentes Comunitários;
e
- Inventário dos recursos e análise sobre o seu uso tradicional
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| Projecto Tartarugas
marinhas em Bazaruto.
- Eduardo Videira e Cristina Louro (Biólogos)
O GTT (Grupo de Trabalho de Tartarugas Marinhas
de Moçambique), foi constituído a 22 de Setembro de 2003 na Cidade
de Maputo, com o apoio da Marine Conservation Society, Turtle
Conservation Group e do FNP (Fórum para a Natureza em Perigo). O GTT,
vem levando a cabo diversas actividades de sensibilização da
população e capacitação de guardas comunitários e faunísticos,
biólogos, estudantes e voluntárias. |
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Foto: FNP, 2004 (Eduardo Videira) |
Foto:
FNP, 2004 (Eduardo Videira). |
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Ainda no âmbito das actividades do GTT, iniciou
em 2004, após o treino de 16 fiscais, um programa de marcação das
tartarugas marinhas no Parque Nacional de Bazaruto (Em conjunto com
a WWF). Ate Dezembro de 2003, já haviam sido marcadas 13 tartarugas
verdes.
É meta do GTT tornar-se num futuro próximo, no
grupo de referência de tartarugas marinhas, e ser um parceiro
privilegiado do Governo, Sector Privado e da Sociedade Civil. |
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Projecto de conservação da
Biodiversidade e desenvolvimento sustentável em Macaneta.
- Sociólogo Álvaro Costa.
Iniciado em 2002, este projecto é produto de uma
parceria entre a CESVI-Cooperazione e Sviluppo (ONG Italiana) e o
FNP-Fórum para a Natureza em Perigo. O Projecto é financiado pelo
Ministério dos Negócios Estrangeiros Italiano e a primeira fase teve
a duração de 3 anos.
Até então já foram levadas a cabo diversas
actividades, entre outras, as seguintes:
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(Guardas
comunitários - Macaneta - Foto: FNP, 2004 (Álvaro Costa). |
- Projecto piloto para a protecção da tartaruga marinha e
protecção anti-erosiva (reflorestação);
- Fornecimento de insumos agrícolas (gado bovino e caprino e
redes de pesca) à população dos bairros de Macaneta; e
- Controlo dos movimentos das pessoas e do trânsito das viaturas
a todo o terreno.
Neste momento está em curso:
- Criação duma base de dados georeferenciada e criação dum fórum
para a coordenação turística;
- Produção de material áudio - visual para a utilizá-lo na
sensibilização da população sobre conservação e gestão ambiental e
no projecto.
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Campanha de espécies marinhas protegidas nas escolas.
- Alice Costa (Bióloga) e Mário Fumo (Técnico de Educação Ambiental).
No ano de 2004, o WWF iniciou o Programa de
Sensibilização Ambiental sobre Espécies Marinhas em Perigo, em
escolas do círculo de Maputo e Matola |
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Este programa contou com o apoio técnico do FNP,
CTV (Centro Terra Viva) e Grupo de Trabalho Para as Tartarugas
Marinhas em Moçambique. O programa consistiu em palestras de
sensibilização, actividades no seio da escola com enfoque à
Tartaruga Marinha (espécie em perigo no nosso país). |
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(Foto:
Alice Costa, 2004) |
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A nível das escolas foram criados núcleos
ambientais, com o objectivo de integrar os estudantes e dotá-los de
informação e formação sobre como contribuir na preservação as
espécies. Actividades Realizadas: Varias são as actividades
implementadas para a consciencialização e sensibilização aos alunos:
(i) Palestras de sensibilização; (ii) Actividades interactivas;
(iii) Concursos intra e inter escolares. A realização destas
actividades tem como objectivo central dotar os alunos de métodos
para a fácil interpretação dos fenómenos sociais no ambiente marinha
e urbano.
Núcleos do Ambiente.
Neste programa estão envolvidos 518 alunos, tendo
sido criados 12 núcleos para a educação ambiental em Maputo e
Matola, verificando-se elevada participação feminina.
Perspectivas para 2005.
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Abordagem adicional de temas tais como: Recifes
de coral, Dugongos e conchas marinhas.
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Conferência para os núcleos do ambiente; e
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Futebol feminino.
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