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Projecto Tartarugas Marinhas |
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Em Moçambique, muito embora ainda não tenham sido estimadas as suas populações, pensa-se que elas estejam em declínio, apesar de protegidas por Lei (Legislação de caça 7/78; Decreto 117/78). Com excepção da Ilha de Inhaca, Arquipélago de Bazaruto e Reserva de Maputo, onde se tem desenvolvido alguns trabalhos de monitoramento da nidificação das tartarugas, muito pouco se sabe do seu estado de conservação em outras partes do País. |
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Primeira Fase do Projecto Motivado pela necessidade de obtenção de informações sobre os importantes locais de alimentação e nidificação das tartarugas, com vista à formulação de estratégias para a sua conservação, incluindo o estabelecimento de santuários, o Fórum Natureza em Perigo iniciou em 1999, em parceria com a Direcção Distrital de Agricultura e Pescas e Comunidades Locais, um programa com os seguintes objectivos:
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(Marcaçäo da tartaruga) |
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Para permitir o melhor monitoramento, as tartarugas encontradas a nidificarem nesta zona foram marcadas com etiquetas (“tag”). Para a obtenção de etiquetas e aplicadores foram realizados contactos com o Kwazulu Natal Parks e algumas instituições nacionais. Actividades Realizadas
Segunda Fase do Projecto Dado o sucesso obtido na fase anterior e reconhecendo que para se determinar a tendência da população das tartarugas nas áreas de nidificação são necessários muitos anos de monitoria (uma vez que as tartarugas, numa mesma época, fazem mais de um ninho, sendo por isso necessário determinar o intervalo entre ninhos e o número de ninhos por espécie para a Reserva de Maputo), o FNP continuou a monitorar as áreas de nidificação das tartarugas marinhas na Reserva de Maputo e a participar na sua protecção e conservação. A segunda fase deste projecto foi implementada em parceria com a Direcção da Reserva Especial de Maputo e comunidades locais. Esta fase foi dividida em três subfases distintas:
Nesta fase foram feitos contactos com uma empresa australiana autorizada e especializada na produção e fornecimento de etiquetas e aplicadores para a marcação de todas as tartarugas encontradas a nidificarem. Foi nesta fase que foi formado, em Moçambique, o Grupo de Trabalho das Tartarugas Marinhas (GTT), constituído por especialistas nacionais na matéria e indivíduos interessados na protecção e conservação das tartarugas marinhas. A criação deste grupo foi facilitada pelo Fórum Natureza em Perigo para que ele tomasse a liderança nos programas de protecção e conservação das tartarugas marinhas em Moçambique, em parceria com algumas instituições nacionais e internacionais especializadas ou interessadas no assunto. Resultados Esperados Obtenção e consolidação de dados sobre os locais de nidificação, as espécies que nidificam, o número de espécies que nidificam por ano, entre outros aspectos que irão permitir conhecer os locais mais importantes para as tartarugas em termos de nidificação, e, a longo prazo, conhecer a população que nidifica nesta região e a sua tendência, entre outros parâmetros que permitam fazer uma melhor conservação desta espécie; Complementar o trabalho que está a ser desenvolvido no Sul do País, pondo à disposição dados que permitam um melhor conhecimento das tartarugas nesta região do País; Uma vez que as tartarugas são um recurso compartilhado por vários países, por ser uma espécie migratória e o facto da população que nidifica nesta região do País aparentemente ser a mesma que nidifica na região de Kwazulu Natal, e no âmbito da colaboração e integração regional, complementar o trabalho que está sendo desenvolvido com bastante sucesso a mais de 30 anos pelo Kwazulu Natal Parks na zona de Maputoland; População sensibilizada e participando na protecção e conservação das tartarugas marinhas. Perspectivas O FNP, em parceria com a DNAC, DNFFB, GTT e outras instituições interessadas e vocacionadas para a conservação da Natureza, pretende estabelecer um programa a longo prazo para a protecção e conservação das tartarugas marinhas na Reserva de Maputo. |
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